13 de maio: Nossa Senhora de Fátima

 

Como aos pequenos pastores de Fátima, mostrai-vos a nós, ó Senhora mãe do Filho unigênito de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo. Queremos receber-vos em nossa casa (da vida e do coração). Queremos dar-vos o afeto filial e com isso espargir pelos quatro cantos do mundo o suave odor de Cristo. Ó doce Virgem Maria, eu apresento todos os que me são caros à vossa proteção. E como desde a origem do cristianismo a Igreja reza, também rezamos agora: « À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!»

 

No dia 5 de maio de 1917, o mundo ainda vivia os horrores da Primeira Guerra Mundial, então o papa Bento XV convidou todos os católicos a se unirem em uma corrente de orações para obter a paz mundial com a intercessão da Virgem Maria. Oito dias depois ela respondeu à humanidade através das aparições em Fátima, Portugal. Foram três humildes pastores, filhos de famílias pobres, simples e profundamente católicas, os mensageiros escolhidos por Nossa Senhora. Lúcia, a mais velha, tinha dez anos, e os primos, Francisco e Jacinta, nove e sete anos respectivamente. Os três eram analfabetos...

 
 

«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.» (João 14,6a)



Queridos, quanta alegria trazer no coração a certeza apresentada por Jesus no evangelho: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.» (João 14,6a). Ele que se apresenta como Bom Pastor, fonte inesgotável de vida para o rebanho e para quem nele crê também afirma que «Ninguém vai ao Pai senão por mim» (João 14,6b).

 

Há uma comunhão íntima na Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Quando se rejeita a Igreja ou a Palavra está se rejeitando ao próprio Deus. Quando se acolhe um apóstolo-missionário-evangelizador se está acolhendo ao próprio Deus. A comunhão da Trindade deve inspirar-nos na busca da comunhão entre os irmãos. A Igreja formada por diversos povos, línguas etc é chamada a manter-se unidade na única fé no Senhor Jesus que se encarnou, por nós morreu e conforme as escrituras para a nossa salvação ressuscitou.

 

Onde está Deus? Como reconhecê-lo no mundo? As respostas surgem da comunhão nossa entre nós e da nossa comunhão com o Senhor. No evangelho deste dia Jesus respondendo ao pedido de Filipe o interroga (e a nós também): «Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Filipe?» (João 14,9). Pois é, há quanto tempo o Senhor é conosco e por nós?! E ainda não o reconhecemos!

 

Senhor, fortalecei-nos na unidade convosco e entre nós. Dai-nos testemunhar com alegria a vossa ressurreição e reconhecer-vos presente no meio de nós. Amém!

 

Seja bom o seu dia e abençoada a sua vida!

Pax!!!

Um protesto esquisito!


Olá, queridos!

Invista uns minutos do seu tempo e leia o artigo abaixo. Mais claro não seria possível. Precisamos divulgar a verdade da Igreja Católica para não sucumbir aos “sábios e entendidos” dos nossos dias cuja melhor ideia e iluminação é uma ideologia peçonhenta e uma formação “anti” tudo e todos que pensam diferente dos seus ditames ditatoriais e relativistas.

 

 

Penso que para que alguém faça algum protesto, mesmo que seja fora da lei e do bom senso, no mínimo que se tenha coerência com o que se diz e se faz. No dia 19 de abril de 2012 uma pichação causou indignação para grande parte da população da cidade de Santa Helena no Paraná. Três frases escritas em vermelho foram pichadas  na parede da Matriz da Igreja Católica desta cidade localizada na região Oeste do Paraná e que tem pouco mais de 23 mil habitantes: “Deus é gay”, “Pequenas Igrejas, Grandes Negócios” e “fuck the religions”. Também fizeram o símbolo da cruz de ponta cabeça, e um símbolo do anarquismo. A Polícia Militar prendeu os três suspeitos de terem praticado o ato de vandalismo.

Ora, Deus é puro espírito, não tem corpo, não é humano; não tem sexo; logo não pode ser heterossexual ou gay. Não sejamos ignorantes.

Sobre “pequenas igrejas e grandes negócios”, pode mesmo ser verdade para alguns casos de exploração do povo; mas não se aplica à Igreja Católica que é uma só: “Una, santa, católica e apostólica”, diz o nosso Credo. Temos um só chefe, o Papa, um Pastor, o bispo, por ele nomeado em cada diocese. Temos um só Credo, uma só Liturgia, e a sucessão apostólica que garante que essa única Igreja veio de Cristo e dos Apóstolos.

Sobre o palavrão escrito em inglês, “fuck the religions”, atacando todas as religiões de modo geral, é preciso dizer que nem todas são iguais. A Igreja católica salvou o Ocidente quando este desabou na mão dos bárbaros germânicos em 476; depois de seis longos séculos a Igreja construiu a mais bela civilização que o mundo já conheceu, eliminando a barbaridade das lutas de gladiadores, os infanticídios e crianças, a elevação do escravo, e chegou a beleza da Cristandade. Nenhuma instituição fez e faz tanta caridade na face da terra como a Igreja Católica. Só um exemplo atual: 25% de todos os centros de atendimentos de aidéticos que há no mundo, são da Igreja Católica.

Foi ela que a partir do século XII implantou as primeiras universidades do mundo Ocidental (Bolonha, Paris - Sorbone, Montepellier, Coimbra, Valladolid, Lisboa, Praga, Oxford, Cambridge, La Sapienza...), foi ela quem desenvolveu a arte, a música, a arquitetura, o direito, a economia, a astronomia, etc., etc., etc.. O cientista que pela primeira vez fez uma transmissão de rádio sem fio foi um padre da Igreja: Pe. Landel de Moura, brasileiro gaúcho, antes mesmo de Marconi. O cientista que descobriu o “Big Bang” é outro padre da Igreja católica, Pe. George Lamaitre, que recebeu um elogio de Albert Einstein por sua descoberta. O cientista que descobriu as leis da genética foi mais um padre da Igreja, Mendel. Quem descobriu a champanhe foi outro padre da igreja, quem descobriu o sistema heliocêntrico foi outro padre da Igreja, o cônego. Esses exemplos poderiam ser multiplicados e muitos se formos citar os grandes cientistas jesuítas na matemática, física, medicina, álgebra, trigonometria, cálculo diferencial e integral, teologia, música, etc.

Portanto, jogar o nome sagrado da Igreja fundada por Cristo em num “saco de gatos” sem saber discernir uma coisa de outra, é algo ridículo e anti-intelectual. Nem de brincadeira ou por protesto se pode faze isso. Além do mais a Igreja nada tem contra os homossexuais, os ama como a todos os homens, e afirma no seu Catecismo que a tendência homossexual não é pecado, e sim a prática (cf. §2357). É preciso saber que Cristo ensinou a Igreja a amar todos os pecadores - e Ele deu a vida para salvá-los - mas não pode se calar diante do pecado.

( www.cleofas.com.br )

 
 

Coração inquieto

Os dias passam de modo intenso. Mas a expectativa pelo que vem à frente quase sempre sufoca o que se vive agora. Os homens hoje estão sufocados pela necessidade do êxito e da perfeição que, aliás, nenhum dos seus alcançou, muito embora, todos continuamente almejam atingir.

 

Meu coração está inquieto. A cabeça fervilha com pensamentos díspares. A comunhão com a Igreja universal se estabelece em mim. Ela produz silêncio, emociona, impulsiona. Viver-com-os-outros é força revigorante para qualquer etapa do caminho existencial.

 

Não consigo medir a minha fé. E, por conseguinte não consigo estabelecer sequer uma referência métrica da fé alheia. Há dias e momentos nos quais meu coração pulula. Gostaria de cantar e contar. Contar as maravilhas divinas em mim. Cantá-las com alegria e contagiar a todos em derredor.

 

Indizível o amor de Deus por nós. Imperscrutáveis os seus caminho e pensamento. Um desejo aninhado no mais profundo: comunicar a profundidade e a beleza desse amor que me habita. Anseio por revelar o rosto divino em minhas frágeis ações.

 

As recusas do mundo me doem profundamente. Tal como ao Cristo, hoje recusam a igreja e aos seus filhos/membros/representantes. Não sei se a nossa vida é nota dissonante ou se a música do mundo sufoca o som do evangelho que fecunda e embala o mundo no ritmo da Graça e no passo da salvação.

 

 
 

aborto de anencéfalos e STF

ABORTAR OS ANENCÉFALOS?

Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo

 

Neste dia 11 de abril, o STF julga sobre a “legalidade” do abortamento de fetos ou bebês com anencefalia. Aos juízes, a sentença sobre a legalidade. E a moralidade dessa decisão?

As implicações éticas e morais são relevantes, uma vez que estão em jogo vidas humanas. Por isso, a decisão não deveria ser tomada no calor das emoções, nem sob a pressão de interesses ideológicos, mas na serenidade e objetividade que ela requer.

Primeira pergunta a ser feita: que ser é esse, o anencéfalo? Há quem lhe negue a qualificação de “ser humano”, vendo nele um incômodo descartável; e quem o compare a uma pessoa acometida de morte cerebral. No entanto, é inegável que o anencéfalo, malgrado a sua condição, é um ser humano vivo e não pode ser equiparado a uma pessoa com morte cerebral, pelo simples fato que o bebê com anencefalia se desenvolve no ventre da mãe, cresce, pode chegar ao nascimento e, até mesmo, viver por dias, semanas e meses, fora do útero da mãe. Seria um “vivo morto”?!

O cerne de toda a questão está nisso: os anencéfalos são seres humanos vivos. Quem poderia negá-lo, em sã consciência? Por isso, eles merecem todo o respeito devido a qualquer ser outro humano; ainda mais, tratando-se de seres extremamente fragilizados. A sociedade, por meio de suas Instituições, deve tutelar o respeito pleno à sua humana dignidade e à sua vida frágil e breve.

A dignidade de um ser humano não decorre da duração de sua vida, nem de sua perfeição estética, nem do grau de satisfação que dá aos outros. O ser humano merece respeito, por ele mesmo, sempre; sua dignidade e seu direito à vida são intocáveis. Repugna ao bom senso ouvir que haveria seres humanos “inviáveis”; viabilidade e controle de qualidade são conceitos aplicáveis às coisas, não às pessoas.

É compreensível que a mulher, gestante de um filho com anencefalia, sofra por ver frustrado seu justo desejo de ter um filho belo e perfeito. Ela merece respeito e solidariedade. Mas seria isso um argumento suficiente para suprimir, antes mesmo de ver a luz, a vida de um bebê com anomalias? Se o sofrimento da mãe, ainda que grande, fosse considerado motivo suficiente para provocar um aborto, estaria sendo aprovado o princípio segundo o qual pode ser tirada a vida de um ser humano que causa sofrimento grave a um outro ser humano. Não só no caso do aborto!

O sofrimento da mãe pode e deve ser mitigado pela medicina, a psicologia, a religião e a solidariedade humana. Além disso, é um sofrimento circunscrito no tempo; mas a vida do bebê, uma vez suprimida, não pode ser recuperada; e também a dor moral decorrente de um aborto decidido pode durar uma vida inteira. Além do mais, o alívio de um sofrimento não pode ser equiparado ao dano de uma vida humana suprimida.

É preconceituoso e fora de propósito afirmar que a dignidade da mãe é aviltada pela geração de um filho com anomalia; esse argumento pode suscitar, ou aprofundar um preconceito cultural contra mulheres que têm um filho com alguma deficiência.

Permanece válido que nenhum ser humano deve se fazer senhor da vida de outro ser humano; nem compete ao homem eliminar seu semelhante, dando-lhe a morte; nem mesmo àqueles seres humanos que não satisfazem aos padrões estéticos, culturais, ou de “qualidade de vida” estabelecidos pela sociedade ou pelas ideologias. A vida humana deve ser acolhida sempre, sem pré-condições.

Não é belo, não é digno, não é ético fazer recurso à violência, usar o poder dos fortes e saudáveis para suprimir fracos e imperfeitos, negando-lhes aquele pouco de vida que a natureza lhes concedeu. Digno da condição humana, nesses casos, é desdobrar-se em cuidados e dar largas à solidariedade e à compaixão, para acolhê-los e tratá-los com cuidado, até que seu fim natural aconteça.

 

Publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, ed. de 11/04/2012

 
 

mensagem

Queridos,

 

iniciemos o novo dia em Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém!

 

Despertar é de algum modo experimentar a ressurreição, assim como dormir é experimentar a 'morte'. Sair dos maus caminhos, abandonar o mundo das trevas... é sinal de ressurreição, de vida nova.

 

Após o encontro com o ressuscitado, Tomé exclamou “Meu Senhor e Meu Deus!”. Com a boca e com a vida professemos também nós que “vimos o Senhor” e o reconhecemos nosso Senhor e nosso Deus.

 

Alegremo-nos porque de fato Jesus ressuscitou e está no meio de nós. A sua vitória e a certeza da nossa vitória. A sua ressurreição é a certeza da nossa ressurreição. Nascidos em Cristo; vivendo com Cristo, em Cristo e por Cristo; morrendo com Cristo, cremos, com Cristo ressurgiremos para a vida nova.

 

O apóstolo João em sua primeira carta afirma que “a vitória que vence o mundo é a nossa fé”. Adiramos a Jesus e ao seu projeto. Deixemo-nos conduzir pelo seu Amor. Permitamos-Lhe modificar em nós o que não está bom. Esforcemo-nos para buscar e alcançar as “coisas do alto”. Lá onde a nossa vida está escondida com Cristo em Deus.

 

Recitemos “Dai graças ao Senhor porque Ele é bom. Eterna é a sua misericórdia” e “Jesus eu confio em vós” durante o dia. A palavra repetida vai-se tornando parte do nosso ser e aos poucos, transformada em oração, nos transforma naquilo que Deus quer.

 

Seja bom o seu dia e abençoada a sua vida.

Pax!!!

 
 

pela vida, sempre!

Doença tem solução

 

Quão difícil é defender a vida, quando os argumentos científicos ou jurídicos não importam. De que adianta mostrar que é mais eficaz e justo, além de menos traumático e contundente, promover uma campanha de prevenção à anencefalia pelo uso do ácido fólico pela mulher grávida durante a gestação, evitando a má formação da calota craniana e protegendo o desenvolvimento normal do cérebro, se o intuito de abrir as portas para a descriminalização do aborto é patente e atropela qualquer proposta mais saudável? Anencefalia não é ausência de vida neurológica, mas corrosão paulatina do cérebro em formação, maior ou menor, pela ação do líquido amniótico em face de defeito no fechamento do tubo neural, evitável pelo consumo antes e durante a gestação, das vitaminas B9 ou M, hidrossolúveis, e encontráveis no feijão, espinafre, brócolis, abacate, cenoura, couve, carne, laranja, maça, milho, leite e queijo.

 

Se é possível prevenir, por que tanto empenho em garantir o aborto da criança com essa deficiência? É, realmente, difícil, diante da pressão midiática, esgrimir a Constituição ou o Pacto de São José, ratificado pelo Brasil, que garantem o direito à vida desde a concepção, bem como a prioridade desse direito fundamental, como condição de existência dos demais, se a retórica da indignidade de uma vida assim e do sofrimento desnecessário de uma gestação nessas condições é o que prevalece, augurando uma sociedade hedonista e eugênica.

 

No entanto, pensando melhor, é, na verdade, fácil defender a vida, sabendo que mais de 70% da população brasileira, segundo as últimas pesquisas, são a favor da vida e contra o aborto. É mais fácil defender a vida sabendo que, na mulher, o instinto da maternidade é fortíssimo e o amor ao filho, com as limitações e defeitos que tiver, sobrepassa as condições de beleza e perfeição, sendo tanto maior quanto mais carente se mostrar o filho.

 

É, enfim, fácil defender a vida ao lembrar do Rafael, filho anencefálico de meus amigos Paulo e Márcia, que viveu meia hora, foi batizado e é por nós lembrado com afeto, como um dom de Deus, numa gestação normal, sem o trauma e os efeitos colaterais do aborto. Fica ainda mais fácil defender a vida, por sua beleza inata, ao olhar para a foto que tenho na estante, de minha sobrinha Daniela, de 3 anos, com síndrome de Down, encantadora em seu modo de ser diferente e feliz.

 

Talvez os que defendam com tanta veemência o aborto, em nome da liberdade, da saúde e do sexo sem gravames, não tenham ainda descoberto que, por trás do sofrimento que possamos ter num momento, a felicidade da aceitação da vida como ela é, como um dom, traga embutido um segredo. O segredo descoberto pelo pai do menino cego do filme iraniano “A cor do Paraíso”: só a sua cegueira espiritual não permitia perceber a alegria do filho com sua cegueira visual.

 

Quem sabe ainda seja tempo de salvar, perante o Supremo, não só as crianças anencefálicas, mas todas as crianças que, no futuro, por defeituosas ou indesejadas, corram o risco de serem descartadas em nome da lei. Quem sabe ainda haja tempo de se descobrir, como o poeta, que, em qualquer condição, a vida é bonita, é bonita e é bonita.

 

TEMA EM DISCUSSÃO: Descriminalização do aborto em casos de anencefalia do feto / OUTRA OPINIÃO - IVES GANDRA MARTINS FILHO é ministro do TST e professor de Filosofia do Direito do IDP. / Jornal O GLOBO - Publicado: 11/04/12 - 5h00

 

 

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pela vida, sempre!

“Não podemos ser a favor da vida só em partes”

 

[...] O direito à vida é um direito fundamentado na natureza, na essência do homem. É independente de religião, de credo. Não é só a Igreja que defende vida desde o começo, mas qualquer pessoa deve defender essa vida. A vida é sempre dom gratuito, o primeiro e maior dos direitos humanos e sobre o qual os outros direitos se fundamentam. Esse direito maior deve ser acolhido sem pré-condições. O verdadeiro amor consiste em doar-se sem reservas, é fundamental termos isso bem claro. Não podemos ser a favor da vida só em partes. Temos que ser a favor completamente: ou somos a favor ou contra, não há meio termo.

 

[...] O direito à vida está garantido de forma muito clara pela Constituição do Brasil no seu artigo 5º, que fala da inviolabilidade do direito à vida.

 

[...] Nem tudo que é legal é ético, é moral, é justo. Portanto, o fato de alguém não ser penalizado por uma eventual decisão do STF não exime ninguém da responsabilidade e dever de seguir sua consciência moral, guiada pela reta razão. Mesmo quem não tem fé, não é religioso, deve seguir sua consciência moral, guiada pela reta razão, porque o direito à vida é um direito natural, que decorre da natureza mesmo, da essência do homem.

 

[...] Nessa Celebração Eucarística e na Adoração ao Santíssimo Sacramento, queremos rezar, atendendo a um pedido da CNBB, por todos que cuidam e zelam pela vida humana, desde o seu início no ventre materno, e a defendem e promovem até o seu fim natural. Queremos rezar de modo especial pelas mães e pais que geram e acolhem a vida de seus filhos, com amor capaz de suportar tudo, convencidos de que a vida é dom e graça, e está nas mãos do Senhor Deus, e não nas mãos de qualquer outro poder terreno

 

Parte da homilia do Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB – na Missa e Vigília pela Vida, celebradas no Santuário Nacional de Aparecida na quinta-feira, 12 de abril de 2012.

 

 
 

mensagem pascal

Ressurreição: Vida Nova

 

Páscoa é ressurreição...

E ressurreição é:

Passagem... Mudança... Renascer...

Passar é sair do lugar, da rotina...

Mudar é transformar...

Trocar uma vida gasta e empoeirada por um modo de ser e de viver...

Renascer é um recomeçar...

É “ser de novo”

De aniquilar a rotina e de recomeçar...

Por isso seja de novo...

Recomece!

Agora é o tempo e a hora...

 

Feliz recomeçar! Feliz libertar-se! Feliz Páscoa!

 
 

Alerta pela VIDA

Dom João Carlos Petrini fala do julgamento no STF de ação que descriminaliza o aborto de anencéfalos

 

 

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), concedeu, recentemente, uma entrevista ao jornal “O São Paulo”, na qual fala sobre a ação de despenalização do aborto de anencéfalos, que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará no próximo dia 11, em Brasília (DF).

 

Segundo dom Petrini, o nascimento de uma criança portadora de anencefalia é um “drama” para a família e, especialmente para a mãe, mas afirma não ser justo não considerar o direito de nascer dessa criança. “É justo pensar a formas de ajuda, de apoio, de manifestação de solidariedade com a mãe para que ela não se sinta sozinha para enfrentar esse drama. Persuadi-la que o melhor é abortar o seu filho, revestindo de legalidade o ato de eliminar o filho-problema não é a melhor resposta, não usa plenamente a razão porque não leva em consideração todos os fatores presentes: Não considera o drama que acompanhará aquela mulher pela incapacidade de acolher o seu bebê e pela decisão de expulsá-lo de seu ventre. Não considera o direito do filho a nascer. A objeção de que é destinado a morrer em breve tempo não procede. Por acaso há alguém que nasce e não tem como última meta a morte? Podendo prever a morte daqueles que não chegam à maturidade, iríamos eliminá-los também? Quem pode determinar o prazo mínimo para que uma vida humana seja acolhida?”, disse dom Petrini.

 

Perguntando se uma eventual despenalização do aborto de anencéfalos, por parte do STF, poderia abrir precedentes para outras flexibilizações do aborto, dom João Carlos Petrini afirmou que alguns princípios constituem como “colunas” que sustentam a vida social. “Uma vida inocente não pode ser negociada no mercado, nem nos parlamentos e nem nos tribunais. Abrindo exceção a esse princípio, abre-se uma brecha não só na lei e na prática do aborto, mas na consciência das pessoas: entende-se que uma vida que traz problemas pode ser eliminada. Uma lei ou a sentença de um Tribunal não só regulamenta um tema problemático, mas tem um extraordinário poder de formar a consciência coletiva. A recente difusão da violência no Brasil está certamente associada a estas brechas”, destacou.

 

“A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família espera dos cristãos uma postura mais clara e explícita de valorização da vida humana desde a concepção até a morte natural, dando testemunho que os possíveis dramas, quando abraçados com amor, tornam-se fonte de maturidade, riqueza humana extraordinária. Não fugir do drama, mas abraçá-lo é o caminho de uma dignidade e de uma grandeza humanas sem comparação. Esta postura, na contramão da cultura da banalidade hoje dominante que desvaloriza tudo, inclusive uma vida humana em formação no ventre materno, pode documentar que a morte não é solução, e que maior que a morte é o amor de Cristo que a venceu. Disso nós somos testemunhas”, finalizou dom Petrini, deixando uma mensagem aos cristãos.

 
 

Papa: “O sacerdote nunca pertence a si mesmo”

 

Cidade do Vaticano (RV) - Bento XVI presidiu na manhã desta quinta-feira a Missa do Crisma, na Basílica de São Pedro, durante a qual consagrou os óleos dos catecúmenos, da unção dos enfermos e o do crisma. No primeiro evento do calendário da Páscoa, os cerca de 1600 cardeais, bispos, párocos romanos, sacerdotes diocesanos e religiosos renovaram suas promessas sacerdotais.

 

Inspirando-se na narração de João, o Papa introduziu sua homilia perguntando-se: “Somos realmente consagrados na realidade da nossa vida? Atuamos a partir de Deus e em comunhão com Jesus Cristo?”. E prosseguiu centrando-se na “situação algumas vezes dramática da Igreja de hoje” e citando de modo especial “um país europeu em que um grupo de sacerdotes publicou um apelo à desobediência”.

 

Bento XVI disse saber que este grupo pede que “sejam ignoradas algumas decisões definitivas do Magistério, como, por exemplo, a Ordenação das mulheres”, questão “a propósito da qual o Beato Papa João Paulo II declarou de maneira irrevogável que a Igreja não recebeu, da parte do Senhor, qualquer autorização para fazê-lo”. “Será a desobediência um caminho para renovar a Igreja?” – interrogou.

 

Bento XVI chamou a atenção também para o problema do analfabetismo religioso típico dos nossos tempos: “Os elementos fundamentais da fé, que no passado toda e qualquer criança sabia, são cada vez menos conhecidos. Mas, para se poder viver e amar a nossa fé, para se poder amar a Deus e, consequentemente, tornar-se capaz de ouvi-lo corretamente, devemos saber aquilo que Deus nos disse; a nossa razão e o nosso coração devem ser tocados pela sua palavra”. “O Ano da Fé, a comemoração da abertura do Concílio Vaticano II há 50 anos, - prosseguiu o Papa – devem ser uma ocasião para anunciarmos a mensagem da fé com novo zelo e nova alegria”.

 

Outro esclarecimento feito pelo Pontífice na homilia foi o fato que “em alguns ambientes, o termo «alma» é considerado como palavra proibida, porque exprimiria um dualismo entre corpo e alma, cometendo o erro de dividir o homem”. “Certamente – explicou – o homem é uma unidade, destinada com corpo e alma à eternidade. Mas isso não pode significar que já não temos uma alma, um princípio constitutivo que garante a unidade do homem durante a sua vida e para além da sua morte terrena”.

 

Como sacerdotes, preocupamo-nos naturalmente com o homem inteiro, incluindo as suas necessidades físicas: com os famintos, os doentes e os sem-abrigo; contudo, não nos preocupamos apenas com o corpo, mas também com as necessidades da alma do homem: com as pessoas que sofrem devido à violação do direito ou por um amor desfeito; com as pessoas que, relativamente à verdade, se encontram na escuridão; que sofrem por falta de verdade e de amor. Preocupamo-nos com a salvação dos homens em corpo e alma. E, enquanto sacerdotes de Jesus Cristo, o fazemos com zelo” – frisou.

 

Bento XVI terminou a homilia lembrando que “as pessoas não devem ter a sensação que após cumprir nosso horário de trabalho pertencemo-nos apenas a nós mesmos. Um sacerdote nunca pertence a si mesmo”. E pediu ao Senhor que “nos encha com a alegria da sua mensagem, a fim que possamos servir, com jubiloso zelo, a sua verdade e o seu amor”. (Rádio Vaticano)

 
 

Sobre o meu aniversário

« Sandro, padre, gente, filho de Deus, irmão universal » eis meu programa e o contínuo desafio.

 

Eu nasci há 36 anos. Neste 4 de abril inaugurei o 37º de minha existência humana. Desde toda eternidade, acredito, estava embrenhado no coração de Deus para onde, acredito e espero, estou voltando.

 

Mesmo com fragilidades e percalços estou no caminho certo. Deus é maravilhoso em todas as suas obras e me conhecendo, me amando, me tendo gravado na palma de sua mão... me chamou para o ministério ordenado em sua Igreja.

 

Chamou-me para participar do único e eterno sacerdócio, do seu Filho único, Nosso Senhor, Redentor e Salvador. Não pode haver outro sentimento em meu coração senão o da gratidão. Sou agradecido pela vida, pela família, pelos amigos – os de ontem e de hoje, os de verdade e os de determinadas ocasiões.

 

Com o passar dos anos percebi que sou amado, de fato. Há não poucas pessoas que me aceitam e me apoiam como sou no caminho que ora partilhamos, ora nos distanciamos.

 

Vendo e sentindo as manifestações de carinho, as palavras generosas, os mimos, as preces, posso e devo afirmar o que o salmista rezava em esperança: “a bondade do Senhor eu vejo na terra dos vivos”. E como frágil criatura e filho especial peço: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Salmo 90,12).

 

Obrigado a todos. Conto com suas orações. Retribuirei cada prece nas minhas orações pessoais e nas comunitárias. Resta-me ao final ainda citar santa Teresa de Jesus, para quem, a vida é “apenas um sonho, em breve nos acordaremos”

um conselho

:: SEMANA SANTA ::

 

Um dos meus conselhos costumeiros para bem participar das celebrações durante estes dias é descansar (!). Ir à Igreja com o coração tanto quanto com os ouvidos abertos, atentos e disponíveis. Ir com vontade de vivenciar os acontecimentos litúrgicos como eles são: um memorial, isto é, a atualização do evento-Cristo e dos seus passos em nossa terra. Deixe as preocupações caseiras com comida e limpeza para casa. Não se vista com roupas bonitas e modernas, mas desconfortáveis. Verifique se as crianças estão confortáveis, se se alimentaram, se foram ao banheiro. Quanto mais distrações você evitar, mais proveitosa será a celebração. As mulheres tem um sofrimento adicional com as suas bolsas (nem sempre pequenas). Bíblia, folheto, livro, palmas, ramos, velas... não se esqueça de andar com o essencial. Tudo o que favorece pode também atrapalhar.

 
 

um por todos...

 

« convém que morra um só homem pelo povo »

( João 11,50 )

 
 

:: SEMANA SANTA ::

A luz no fim do túnel

 

Começamos a Semana Santa. Jesus entra em Jerusalém numa festa merecida. O povo vibrou. Era o que se esperava. Entrou como Rei e era assim aclamado. Poucos dias depois Ele foi crucificado. Por que essas duas realidades tão diferentes? Jesus, ao entrar em Jerusalém, estava indicando sua missão: Ele é o Rei que veio tomar posse de seu poder. Seu poder está na vida que doa para que o mundo tenha vida. Por isso é coroado de espinhos, pregado na Cruz e lá morre. Ali Ele é rei, pois conquista o mundo para Deus. A celebração de Ramos oferece o sentido da morte de Jesus. Ele é o Senhor que pela morte, passa à ressurreição que dá a vida...

 

• Informe-se em sua comunidade sobre os horários das celebrações, procissões, confissões, vigílias e participe! Não seja turista da fé, mas celebrante da fé viva num Deus Vivo, Verdadeiro e Único.

 

 

:: SUGESTÃO ::

Leia Mateus, capítulos 26 e 27, procurando identificar-se com alguma das personagens que o texto apresenta na densa cena da Paixão e Morte de Jesus. Por exemplo: Judas, traidor; Pedro, covarde; João, amoroso e fiel; Pilatos, que lava as mãos; Povo, que engrossa qualquer coro (“o amor do povo é breve”); Soldados, cumpridores de ordens mesmo reconhecendo “verdadeiramente o Filho de Deus”; Simão de Cirene, que ajuda; o ladrão "bom" ou o ladrão "mau"... entre outros.

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