Tweets de @padre_sandro

Artigos Próprios

 
 

nossa senhora aparecida

:: SOU UM FILHO DE DEUS, DEVOTO DE MARIA - MÃE DO FILHO DELE, QUE TAMBÉM É DEUS ::

 
•imagem que tenho aqui em casa•

Hoje o que mais quero é manifestar a minha fé em Deus e o meu amor àquela que o Senhor escolheu para ser mãe do filho seu. Não queria ter que excluir comentários dos “sábios e entendidos” da Bíblia que não respeitam a minha compreensão da mesma, única e santa palavra de Deus.

 

Não me chamem de querido para depois me dizer “idólatra”. Não me chamem de irmão para depois me dizer “anátema”. Não me chamem daquilo que o seu coração não está cheio para só então mostrar “o que nele há”. Aqui neste espaço, todos são bem-vindos, mas “ofensas” a minha fé católica aceito apenas “in box”.

 

Recorro humildemente àquela cujo Anjo Gabriel se apresentou em nome do Senhor para propor fosse a Mãe do Filho de Deus – que também é Deus! Imploro pelas necessidades de nossa gente brasileira, pátria amada e querida, mas cheia de corrupção – e que a exemplo dos cupins vai carcomendo por dentro a vida do país.

 

Ó Imacula Virgem Maria, rogai por nós. Quando em Caná podíeis ir aos religiosos de então, fostes ao vosso Filho, Jesus Cristo – meu Senhor – e a Ele cheia de confiança apresentastes a necessidade daqueles noivos. Hoje, apresentai as nossas necessidades ao vosso filho. Continuai a nos lembrar: “fazei tudo o que ele vos disser”.

 

Ó Mãe, que o nosso amor por vós seja suficiente para acolher-vos em nossa casa e desta levá-la ao coração e a vida do mundo. Não tanto pela imagem tão belamente esculpida por artistas, mas sendo imagem e semelhança de Deus, gravada na alma e no coração. Rogai por nós, agora e na hora de nossa morte. Amém!

 

(mensagem originalmente postada no Facebook)

 
 

_ma_tu_tan_do_

 

Não sei nem se vale à pena, mas não me custar comentar. Leio alguns “manifestos” indignados de cidadãos-eleitores a respeito das eleições (em quaisquer lugares). Como a vontade do “manifestante” não prevaleceu, então o “povo” é burro, idiota, tapado etc.

A ignorância deveria ter limites. A ideologia não nos deveria tornar cegos nem ignorantes. A filiação partidária ou as vontades e benesses que dessa decorrem não deveriam turvar a capacidade mental das pessoas.

Claro que temos nossas preferências e até trabalhamos por este e/ou aquele candidato, mas isso não significa que estejamos agindo com INcapacidade intelectual. Não sou burro por votar em quem ganhou ou por votar em quem não ganhou. Não sou burro por votar no candidato diferente do seu.

Como disse determinado comentarista de rádio ontem antes da apuração final: “se se confirmarem os números a população terá que aceitá-los”. Na verdade, achei risível, pois se a maioria preferiu assim, óbvio que a população terá que aceitar.

Por fim, se os eleitos não são bons (e alguns não o são!) que todos nós levemos a sério todo o processo eleitoral nos próximos pleitos. Não será no grito ou no xingamento que construiremos essa nova postura democrática no país.

Deus abençoe os eleitos para que governem com justiça e equidade. Deus abençoe nossos municípios para que sejam lugares onde a vida está em primeiro lugar e a vontade das pessoas sejam manifestação da vontade divina.

Pax!!!

 

 

 
 

ser padre...



Ser padre é um dom.
Ninguém é padre por simples decisão da sua vontade ativa.
No muito, pode assentir ao chamado e dizer “eis-me aqui, Senhor”.

 

Ser padre é uma vocação.
Chamado do meio do povo, preparado pela Igreja e pelo Senhor e devolvido ao meio do povo para tratar as coisas referidas a Deus.

 

Ser padre é um aprendizado.
A ordenação concede a Graça. A Igreja confirma a missão. O dia-a-dia modela o coração e a ação do presbítero.

 

Ser padre é um desafio.
Ir ao encontro de quem está sedento de Deus e de sua Palavra; ir ao encontro de quem não quer saber de igreja, mesmo que ame a Deus e diga dele ser dependente. Desafio de não se deixar levar pelos aplausos fáceis da bajulação interesseira nem pelas críticas ácidas daqueles que assistem a distância, pois tem sempre pronto o veredicto final. Desafio de agradar e Deus e anunciar aos homens a sua palavra a tempo e a contratempo.

 

Ser padre é ser experimentado.
Pelas pessoas, pelas circunstâncias, pela cultura, pelas demandas espirituais dos indivíduos e das comunidades, pelos outros membros do presbitério e do seu bispo, pela indiferença religiosa que grassa pelo mundo e campeia muitos corações.

 

Ser padre é a minha vida.
Já não busco mais dominar tanto o meu ministério. Certo modo, ele me domina, governa e conduz... um barco em alto-mar.

 

 

Padre Sandro Rogério dos Santos
www.twitter.com/padre_sandro
www.santuariosantateresinha.com

 

 
 

inspirações pluviais

 

A primavera chegou. Os dias ficaram amenos. A chuva lava, limpa, rega e até revela algumas más execuções de projetos humanos: casas malfeitas desabam; ruas mal feitas esburacam; o uso irregular do solo se transforma em alagados e a água não pode escoar... daí, destrói.

 

A chuva é então culpada, quando na verdade, apenas revela os frágeis projetos humanos. Nos dias que inspiram calmaria, que nos fazem introspectivos, deveríamos nos fiar da vida que nos habita e não somente daquela que nos circunda. Enquanto uma fortalece, a outra fragiliza, se esvai, amedronta.

 

Se todos os meus dias fossem ‘enchuvarados’, certamente a minha vida seria diferente. Nesses dias, alguma parte em mim dormida resolve despertar. Um sentimento de conexão íntima e profunda com o Criador me invade e não sei como algumas vezes consegui viver sem essa sensação.

 

É como se a chuva fizesse germinar no solo de minh’alma os frutos dessa presença que me habita. Nesses dias por mais que ousasse tentar negá-la, a missão seria inglória. Simplesmente impossível.

 

Mudam-se as estações. Muda a vida. Tudo muda. Aliás, só Deus não muda. Feliz de quem Nele confia e a Ele recorre a tempo e a contratempo. Quem constrói sobre a rocha da sua existência, quem se permite moldar pelo divino oleiro, quem se permite edificar no Senhor para não labutar em vão.

 

Em derredor, há tantas teorias, tantas inteligências consagradas a se provarem “deus”. E eu aqui, tão pouco, escasso... tão pleno, pleno... De tudo, que o Senhor não me deixe viver a Sua ausência. Tudo o mais, aceito que se vá, mas não conseguiria viver na profunda e extrema solidão do criador.

 

O Criador se revelou a mim. Meu Pai. Meu Senhor. Meu Deus. Que mais me poderia faltar?

 
 

DEUS PAI, meu pai

 

Jesus, filho unigênito e amado de Deus, revelou-nos a Trindade. Deu-nos a conhecer que Deus é PAI. “Quando vocês rezarem dizei PAI NOSSO”; “quem me vê, vê o PAI”; “meu PAI trabalha, eu também trabalho”. Assim, contemplando Deus-PAI vemos características e inspirações para o pai daqui. Mesmo nesses nossos dias confusos, levianos e destruidores de valores que achávamos estivessem mais bem solidificados nas entranhas humanas a figura paterna é necessária.

 

Muitos erram pela vida pela carência do pai. As teorias daqui e dali procuram compensar com palavras o que a falta de afeto criou. Há muitos filhos sem pais e alguns desses pais – quando filhos – não tiveram também seus pais por perto ou presente. Não se pode passar à margem sem dizer que há muita irresponsabilidade no comportamento de alguns homens (e das mulheres) que se dão ao prazer sexual, mas se negam a cultivar e a colher o fruto dessa relação. Para alguns filhos são fruto de descuido, não do amor (!).

 

Perdoem-me dizer o óbvio e quiçá abrir feridas neste ou naquele. Na verdade, gostaria de dizer que a experiência humana do pai não deveria nos impedir de contemplar e de nos ancorar no coração do Pai do Céu. Ele é a fonte da misericórdia. Do seu coração procedem todas as bênçãos. Ele está na origem de tudo e para Ele tudo se encaminha.

 

Eu desejo que você, pai, se inspire no Coração do Pai. No dia a você dedicado, suplico ao Pai dos céus bênçãos para a sua vida. Inspirado na Palavra e orientado pela Vontade do Senhor, os seus dias sejam modelares na bondade e na proteção da prole. Deus conhece o seu coração, pai. Deus sabe das suas impotências e medos. Deus tem estado com você quando chorar não parece atitude mais correta. Busque ao Senhor. Ele lhe dará os meios para viver como bom pai aqui na terra. Ele modelará o seu coração conforme o seu querer benevolente.

 

:: Meu pai (Noel) faleceu há sete anos atrás com 55 de vida. Meus avós já faleceram também. No ofertório da eucaristia minha prece e entrega para que de junto do PAI continuem cuidado de mim e da família. ::

 

Feliz Dia dos Pais!

 
 

SEMANA DA FAMÍLIA

 

 

Entre os dias 12 e 18 de agosto a Igreja promove a Semana Nacional da Família (SNF) com o tema “A família: o trabalho e a festa” – tema do VII Encontro Mundial das Famílias com o Santo Padre Bento XVI realizado em Milão (30 de maio a 3 de junho, 2012).

 

A SNF tem como objetivo geral promover, fortalecer e evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, (cf. João 10,10) rumo ao Reino definitivo (Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, 2011).

 

A SNF procura motivar momentos, encontros e celebrações com o desejo de despertar as pessoas de boa vontade ao valor único e próprio da família. Pretende ainda transmitir de modo fácil e claro os ensinamentos da Igreja sobre a família; fortalecer a espiritualidade no ambiente familiar; fortalecer os laços familiares apontando caminhos de superação das crises a fim de evitar divórcios; despertar as famílias para a sua vocação específica de “santuário da vida”, “igreja doméstica”, educadora de valores e virtudes; buscar as famílias que se afastaram da vida comunitária a fim de inseri-las na grande família-Igreja.

 

Família, trabalho e festa são um trinômio que começa com a família, que através do trabalho e da festa ocupa o “espaço” social e vive o “tempo” humano. O tema coloca em evidência o casal homem-mulher junto ao seu estilo de vida: o modo de viver os relacionamentos (a família), de habitar o mundo (o trabalho) e de humanizar o tempo (a festa). Esse tema quer pensar a família como patrimônio da humanidade sugerindo, assim, que a família é patrimônio de todos, e que ao mesmo tempo contribui universalmente para a humanização da existência do planeta.

 

Enfim, as comunidades paroquiais (matriz e capelas) presentes na diocese de Presidente Prudente desenvolvem nestes dias – ou pela Pastoral Familiar ou pelo Encontro de Casais com Cristo ou pelas outras pastorais, movimentos e serviços de Igreja – variadas ações para manifestar o zelo e a preocupação com esta que acertadamente se afirmou ser a “célula-mãe” da sociedade: a família. Informe-se e participe das atividades em favor da vida em família.

 

Pedimos a Deus abençoe as nossas famílias, que elas comecem sabendo aonde vai e não terminem por falta de amor. Que o amor seja força transformadora das casas em lares e do ajuntamento de pessoas em família, reflexo da Santíssima Trindade, comunhão e circulação de amor. Neste domingo vocacional, celebramos a figura paterna e nos perguntamos: a família, como vai? Você já rezou pela sua família hoje?

 
 

vocação é DOM

Perguntada se não se sentia presa atrás das grades do claustro, a irmãzinha filha de Santa Clara abriu um maravilhoso sorriso e só após, olhando com ternura aos questionadores, disse: “não! me sentiria presa se estivesse aí desse outro lado”. Vocação é mistério da vida e da fé. Vocação é DOM. As amigas, uma indiferente e a outra protestante, derramavam lágrimas de questionamento de si, pois livres aqui fora, são mais aprisionadas que a jovem clarissa atrás das grades “para sempre”.

 

Queridos, tantos casamentos falidos porque eram apenas projetos pessoais e não raro fruto de egoísmos a procura de contentamento de si. Vários profissionais falidos pessoalmente porque escolheram a profissão financeiramente mais rentável, mas não corresponderam ao DOM.

 

Estamos “morrendo, Senhor”, confessaram os discípulos naquela barca atormentada pela tempestade. Estamos morrendo, Senhor! Confessamos também nós metidos no coração do mundo e com o coração cheio de mundo. Não te importas, Senhor?! Arrancai-nos dessa teia que subtrai e mata a vida, dom vosso. (cf. Marcos 4,35-41).

 

Agosto é oportunidade da Graça para nos questionarmos sobre o que temos feito com a vida que Deus nos deu para administrar. Que temos feito com os talentos que o bondoso “patrão” nos deixou para cuidar enquanto Ele está ausente. Um dia devemos nos apresentar diante do Senhor e o que vamos lhe dizer sobre tudo o que vimos, recebemos e fizemos?

 
 

__APEGOS E PRAZERES__

 

Do mesmo jeito como aquele homem chegou feliz e saiu triste do encontro com Jesus, vejo pessoas saindo “tristes” ou das celebrações ou da orientação espiritual. Nem todo mundo gosta de ser “desmascarado”. Nem todo mundo gosta que lhe digam o que fazer. Nem todo mundo tem paciência para ouvir e agir naquilo que lhe tem feito mal.

 

O jovem “muito rico” conhecia os mandamentos desde criança, mas não era (ainda?) capaz de ir e vender tudo para, doando aos pobres, voltar e seguir ao Mestre. Vivemos acumulando coisas e tentamos ajustá-las ao discipulado. Vivemos desejando aumentar o próprio celeiro, mas logo nos será pedida a vida e o resultado daquilo que com ela fizemos.

 

Bom será cultivar amigos e pessoas adequados. Aqueles que estarão nas horas e lugares certos. Que ninguém se iluda. Nem todos os que festejam conosco estão nos causando ou propondo felicidade, senão somente alguns fugazes momentos de prazer. E, nem só de prazer viverá o homem (mesmo que a sociedade hedonista apregoe isso como verdade absoluta!).

 

Aos que nos fazemos discípulos de Jesus, o prazer está em ouvir a sua Palavra e dela se fazer aprendiz. “O meu prazer encontro na lei de Deus e a medito dia e noite sem cessar!” (cf. Sl 1 e 118). Que esta Palavra tome conta do nosso coração e transforme a vida interior e exterior. Sem medos ou titubeios. “Maior é o que está em nós do que o que está no mundo.” (1 Jo 4,4).

 

Neste mês de agosto, VOCACIONAL, deixemo-nos seduzir pelo Senhor. Ele nos conhece, ama e chama. Quando o que vivemos for resposta ao projeto de Deus, mesmo as tribulações serão oportunidade de servir, amar e adorar ao Senhor. Convido você a orar pelas vocações. Sejam todos tocados pela Graça e conduzidos pelo amor às águas profundas do mundo e de Deus.

 

Um abraço de paz!

 

Padre Sandro Rogério dos Santos

Pároco

 
 

XX Congresso Nacional do E.C.C.

PRUDENTE O HOMEM QUE EDIFICA SOBRE A ROCHA

A diocese de Presidente Prudente está empenhada na realização do XX Congresso Nacional do serviço-escola Encontro de Casais com Cristo (E.C.C.) a ter lugar nos dias 13 a 15 de julho no Salão do Limoeiro (Campus II da Unoeste). Evento de elevada grandeza que contará com imponente estrutura física e espiritual para acolher os cerca de 1040 congressistas (bispos, padres e casais coordenadores em suas respectivas dioceses) e que conta desde o ano passado com cerca de 1500 casais na sua organização.

A diocese prudentina, é sabido de todos, tem vasta experiência com o E.C.C. São mais de 25 anos de encontros nas diversas realidades pastorais, paroquiais (cidade e zona rural). Com a sua dinâmica própria, o E.C.C. quer despertar os casais e suas famílias para o engajamento pastoral, o serviço comunitário decorrente da fé.

As três etapas do E.C.C. revelam a dinâmica do despertar, formar e agir em missão: 1ª Etapa é o despertar para vivência no lar e na igreja; 2ª Etapa é a hora de atuar nas pastorais com conhecimento sólido da Fé (organizada nos Documentos da Igreja), isto é, formar a consciência da fé no ambiente da comunidade-Igreja; 3ª Etapa é a hora de estudar os documentos sociais do Ensino Social da Igreja, hora do engajamento social e da transformação da sociedade a partir da fé. Isto é, o casal assume a missão de ser sal e fermento no mundo dando a este o tempero do evangelho, transformando as estruturas injustas que geram morte e impedem a vida de expandir-se tal como desejo do Senhor Jesus que veio para que todo tenham vida em abundância (cf. Jo 10,10).

Desejando não estar plantando confusão em ninguém, assim vejo as etapas desse serviço-escola. Das experiências que tive nas paróquias por onde passei, ressaltaria o valor de trabalhar com os casais e assim com suas famílias. Dar apoio e por eles ser apoiado. Sabemos que a medida que as famílias conseguem viver como pequena igreja doméstica, a igreja-comunidade será uma grande família.

Ansiamos tanto que nossas comunidades sejam escolas de comunhão, de partilha do pão e do perdão, lugares da festa e da celebração. Ansiamos que a verdade se imponha sobre cada um e todos os homens e as mulheres de boa vontade. Como lemos nas páginas desta edição de Anúncio, dom Odilo afirmando, “há esperança” para a família. “Apesar de tudo, a família continua sendo uma grande “reserva de humanidade” e tem muita capacidade e energia para contribuir para o futuro da sociedade”, assegura o cardeal de São Paulo.

A nossa diocese acolhe os responsáveis pelo E.C.C. de todas as partes do Brasil, pois aqui fomos beneficiados por tão salutar iniciativa do padre Alfonso Pastore (na cidade de São Paulo, Vitória (ES) e depois em Paracatu (MG) como vigário paroquial do “padre Benê”, hoje, dom Benedito, nosso bispo e assessor eclesiástico nacional do E.C.C.). Do Oeste Paulista, desejamos revelar os frutos colhidos e semear novas sementes para que a colheita seja sempre mais frutuosa e o interesse pelo bem de nossas famílias não esmoreça jamais.

Rezemos: «Concedei, Senhor, que as famílias, a exemplo da Sagrada Família de Nazaré, sejam fiéis, sábias e prudentes, e edifiquem suas vidas fundamentadas na vossa Palavra.» Afinal, como diz o tema do XX Congresso Nacional, a “família é projeto de Deus” e “prudente é o homem que edifica a sua casa sobre a rocha (Mt 7,24)”, lembra-nos o lema.

Pela vida e pela família, sempre!

 
 

a força divina

 

“Basta-te a minha Graça!” (2Cor 12,9)

 

 

Muitas vezes volto para casa com a terrível sensação de grande impotência. Não tenho todas as respostas nem a iluminação exigida diante da demanda. Às vezes, não tenho nenhuma palavra sequer. Os ouvidos e o coração são as partes do meu corpo mais exigidas. A fé é a principal força curativa, libertadora e orientadora do caminho.

 

Mas acredito que tão bom quanto não ter todas as respostas é ter a ânsia das perguntas e o desejo do aprendizado. Suplicar continuamente sabedoria, discernimento, Graça, conselho... e tantos outros dons do Espírito Santo que me são necessários e exigidos para o exercício ministerial.

 

Na fraqueza, sou forte. Na Graça, sou imbatível. Não desistir nem deixar de semear é a missão. Das alturas orvalhem os céus e das nuvens que desça justiça. Minha vida se abra ao amor e germine o Salvador na vida de outras tantas e muitas pessoas.

 

De graça recebi, de graça devo dar. Na Graça fui gerado, amado, escolhido, enviado. Na Graça devo viver e me consumir pelo bem de Deus, da Igreja e do outros. Ó meu Deus, completai em mim a obra começada. Dai-me a perseverança e serei salvo. Dai-me o vosso amor e nada mais haverei de suplicar, pois terei tudo. Amém!

 
 

Que é o Papa?

 

Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo – padroeiros de Roma –, celebra-se também o Dia do Papa – Pastor universal da Igreja – e se faz a coleta anual para a caridade do Papa (Óbolo de São Pedro). Ensina o Catecismo da Igreja Católica que o Papa, Bispo de Roma e sucessor de São Pedro, “é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade, quer dos Bispos, quer da multidão dos fiéis... Com efeito, o Pontífice Romano, em virtude de seu múnus de Vigário de Cristo e de Pastor de toda a Igreja, possui na Igreja poder pleno, supremo e universal. E ele pode exercer sempre livremente este seu poder.” (§882). O romano pontífice e os Bispos "são os doutores autênticos dotados da autoridade de Cristo, que pregam ao povo a eles confiado a fé que deve ser crida e praticada". O magistério ordinário e universal do Papa e dos Bispos em comunhão com ele ensina aos fiéis a verdade em que se deve crer; a caridade que se deve praticar, a felicidade que se deve esperar. (§2034)

 

A palavra Papa tem pelo menos dois significados. O primeiro, é a união de duas palavras latinas: PA-ter e PA-stor que se traduz como pai e pastor. Chamamos o Papa de pai no sentido que o termo foi dado a São José, “pai adotivo” de Jesus. O Papa é o pai que cuida dos filhos de Deus, lhes entrega o alimento espiritual e ensina a reta doutrina revelada diretamente pelo Espírito Santo a sua pessoa através da autoridade dada por Jesus (cf. Mateus 16,19). O pai segundo o costume judaico – e também hoje na Igreja Católica – é o chefe e o pilar onde a família se sustenta para não cair nem se dividir (pena que nossos exemplos familiares careçam de ser o que são). Além de pai, temos a palavra pastor, que faz referência a ordem de Jesus dada a Pedro logo após sua ressurreição (cf. João 21,15-17). Pedro é colocado como pastor-chefe com a missão conferida por Jesus de “apascenta as minhas ovelhas” mesmo sendo Ele, Jesus, o Bom Pastor (Jo 10,11). Jesus constitui pastores para cuidar do seu rebanho (Ef 4,11).

 

O outro sentido dado à palavra Papa é ainda mais esclarecedor e revela a nossa fé na autoridade dada por Jesus em Mateus 16,18-19, onde cada palavra tem um significado vindo do latim: P-etri; A-postoli; P-ostestatem; A-ccipiens que significa: o que recebe o poder do apóstolo Pedro, isto é, sua autoridade e as chaves do Reino. Isto pode ser conferido em Santo Ireneu de Lião (+202): “Depois de ter assim fundado e edificado a Igreja, os bem-aventurados Apóstolos transmitiram a Lino o cargo do episcopado... Anacleto lhe sucede. Depois, em terceiro lugar a partir dos Apóstolos, é a Clemente que cabe o episcopado... A Clemente sucedem Evaristo, Alexandre; em seguida, em sexto lugar a partir dos Apóstolos, é instituído Sixto, depois Telésforo, também glorioso por seu martírio; depois Higino, Pio, Aniceto, Sotero, sucessor de Aniceto; e, agora, Eleutério detém o episcopado em décimo segundo lugar a partir dos Apóstolos” (Contra as Heresias III,2,1s).

 

Assim, rezemos pelo Santo Padre o Papa Bento XVI que o Senhor escolheu para ser o guia da sua Igreja. Vida longa ao Santo Padre!

 
 

avaliação

«Tudo tem seu tempo» (cf. Eclesiastes 3,1-8)

 

Concluímos a metade do ano 2012. Alguns (especialmente crianças e jovens) estarão de férias. É uma oportunidade para dar uma olhadinha pelo retrovisor da vida e fazer uma avaliação do que vivemos nestes seis meses do ano.

Alguma coisa que não estiver boa pode ainda ser reorientada para que ao final do ano tenhamos mais alegrias e vitórias a celebrar que tristezas e perdas a chorar.

A vitória, entretanto, nem sempre será por terem as coisas e os projetos saído como queríamos ou foram pensados, mas como quem tinha consciência de cada passo e nos passos assumia o "controle" da vida.

Controlar a vida não será viver só o que queremos e planejamos. Mas ter consciência de si diante de tudo o que se vive. Se estou triste, acolho a tristeza e procuro saber por qual motivo ela insiste me visitar e se hospedar em mim. Se identifico os motivos posso (ou não) acolhê-los e trabalhá-los (para eliminar ou refazer ações).

Neste primeiro dia do restante de nossas vidas, como agiremos? A quem procuraremos? Por onde trilharemos a senda da nossa história? A fé em Deus (no Deus da Vida) norteará nossas escolhas?

» Seja bom o seu dia e abençoada a sua vida. Pax!!!

 
 

EUCARISTIA

 

• No ano litúrgico, o dia eucarístico por excelência é a quinta-feira santa. Na “última ceia” véspera de sua morte Jesus, reunido com os seus discípulos, tomou o pão em suas mãos, deu graças ao Pai, partiu o pão e o entregou aos seus amigos, dizendo: “tomam todos e comam; isto é o meu corpo”. Naquela mesma ceia derradeira, Ele tomou também o cálice com vinho, novamente agradeceu ao Pai, e passou o cálice aos discípulos, dizendo: “tomam todos e bebam; este é o cálice do meu sangue; sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por muitos”. Ao final, o Senhor Jesus recomendou “façam isso para celebrar a minha memória” [ cf. Mt 26,26ss; Mc 14,22ss; Lc 22,19ss; 1 Cor 11,23ss ].

 

• O caráter de Paixão e Morte não permite manifestar com entusiasmo a alegria do acontecimento. Mas tão nobre ele se revela, a Igreja determinou um dia após a páscoa para oficialmente sair com Hóstia Consagrada (transubstanciada em Corpo do Senhor Jesus) pelas ruas das cidades para manifestar a publicamente a sua fé na presença real de Jesus na eucaristia. É o chamado “Corpus Christi” neste ano, quinta-feira 7 de junho. Em Presidente Prudente, o lema é “que a família celebre a partilha do abraço e do pão”.

 

• A missa principal será às 8h no pátio do Santuário diocesano de Nossa Senhora Aparecida, na Vila Marcondes, seguida da procissão pelas avenidas Washington Luiz e Cel. Marcondes, até a praça Mons. Sarrion (Catedral) onde o bispo diocesano, dom Benedito Gonçalves dos Santos, dará a bênção do Santíssimo Sacramento. O gesto concreto para quem participa das celebrações é doar material de limpeza e higiene que serão entregues às instituições de caridade da cidade.

 

• No Santuário diocesano Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face (www.santuariosantateresinha.iparoquia.com) será celebrada missa no horário de costume, às 19h30. Lembrando que não haverá procissão do Santíssimo, pois em lugares como Presidente Prudente, com mais de uma paróquia, faz-se apenas uma procissão.

 

• Por falar em procissão, a comunidade Santa Teresinha se mobilizou – especialmente a catequese, mas não só! – para a confecção de parte do tapete ornamental a ser montado na Avenida, Washington Luiz, com o tema da Campanha da Fraternidade 2012 “Fraternidade e saúde pública” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra! (cf. Eclo 38,8)”. As mulheres da comunidade capricharam no serviço. Vamos vê-lo durante a caminhada eucarística.

 

• Por fim, amigos e amigas, recordemos que a família se alimenta da eucaristia. Os idosos, homens e mulheres, se alimentam da eucaristia. Os adolescentes e jovens se alimentam da eucaristia. A Igreja faz a Eucaristia e a Eucaristia faz a Igreja. Professemos publicamente a nossa fé neste grande e sublime dom que o Senhor Jesus deixou para nós. «Graças e Louvores se deem a todo o momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!»

 

Pela vida, sempre!

Pax!!!

 

Padre Sandro Rogério dos Santos

Pároco

 
 

Família, Eucaristia e Juventude

Vivenciamos dias particularmente intensos para a fé cristão-católica mundial, estadual e diocesana. Não é de estranhar quando ouvimos sobre os valores que pautam a família e na base que esta é para a atual e futura sociedade.

(nos posts abaixo, três tópicos formam a unidade do texto)

 
 

1-

FAMÍLIA. Não é de agora que ouvimos a Igreja bradar quase solitariamente ao “deserto das consciências” para que não descuremos da família. Afinal, uma sociedade que se pretende moderna e sólida passa pela família e desta depende. A Itália acolheu o VII Encontro Mundial das Famílias – Milão, 30 de maio a 3 de junho – com presença do Santo Padre Bento XVI. Na abertura do evento, o Cardeal Ennio Antonelli, presidente do Pontifício Conselho para a Família, falou sobre o tema – “A Família: o trabalho e a festa” – como três valores humanos, dons iniciais e características do homem. “Só o homem cria família, só o homem trabalha e só o homem faz festa. Três dimensões, entre elas complementares e interdependentes. A família cria o trabalho e o trabalho com o capital humano, que é a família. O trabalho recebe a alegria da festa. A beleza da vida ordinária e o bem-estar em comunidade dependem da vida pessoal e em família. Isso é a tríplice bênção de Deus”, disse dom Ennio. O site do encontro (www.family2012.com) tem versão em língua portuguesa.

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, PRESIDENTE PRUDENTE, Piquerobi, Homem, de 26 a 35 anose-mail - sandrogerio@bol.com.br

 
Visitante número:



  Free counter and web stats
UOL