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Histórias / Fábulas

 
 

honestidade

 

A FLOR DA HONESTIDADE

 

O calendário de datas especiais aponta 10 de outubro como DIA DA HONESTIDADE.

Interessante notar que o dia da mentira (1º de abril) é lembrado e “celebrado” por muitos, senão por todos, mas o da honestidade nem sequer é lembrado. Abaixo, uma lenda chinesa, acredito, bastante conhecida.

“A honestidade é uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor".

Conta-se que por volta do ano 250 A.C., na China antiga, um príncipe da região norte do país estava às vésperas de ser coroado imperador, mas de acordo com a lei ele deveria se casar.

 

Sabendo disso, ele resolveu fazer uma disputa entre as moças da corte ou quem se achasse digna de ser sua esposa. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

 

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe. Ao chegar em casa contou à jovem... e desesperou-se ao ver que ela pretendia ir à celebração. Preocupada, indagou:

 

– Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne esse sofrimento uma loucura.

 

E a filha respondeu:

 

– Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca. Eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, e isto já me torna feliz.

 

Na hora marcada, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Em determinado momento, o príncipe anunciou o desafio:

 

– Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.

 

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo que valorizava muito a especialidade de cultivar algo. O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura da sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado. Mas passaram-se três meses e nada surgiu.

 

A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado.

 

Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, no prazo combinado, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

 

Na data e hora marcada, lá se apresentou, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas cores e formas. A jovem ficou admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.

 

Finalmente, chegou o momento esperado e o príncipe passou a observar a flor trazida por cada uma das pretendentes, com muito cuidado e atenção. Após analisar todas elas, ele anunciou um resultado surpreendente, indicando a bela, mas humilde jovem, do vaso vazio como sua futura esposa.

 

O público presente, perplexo, quis saber o motivo, afinal, o desafio previa que se casaria com a moça que lhe trouxesse a mais bela flor e ele escolhera, justamente, a que não cultivara flor alguma.

 

Então, calmamente, o príncipe esclareceu:

 

– Esta jovem foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz: A FLOR DA HONESTIDADE, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

 

A Honestidade é como uma flor, tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor. Independente de tudo e de todas as situações que nos rodeiam, espalhemos essa luz àqueles que nos cercam.

 

Se para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, PERCA!!! Você será sempre um vencedor !!!

 
 

dia especial

MÃE E FILHO TROCAM BILHETES E COBRANÇAS

 

Aproxima-se o dia das mães. A força comercial não nos deixa esquecer a data. Fala-se até que está é a segunda melhor data para o comércio, perdendo apenas para o natal. Dessa forma, como poderia deixar de lhes contar a história daquele garoto de oito anos de idade para quem tudo era feito por dinheiro, nada fazia se não fosse pago.

 

Num dia desses, de manhã, logo ao tomar café, deixou um bilhete no lugar onde a mãe se sentava. Ao abrir e ler o bilhete, a primeira reação da mãe foi de susto, aos poucos transformada em graça.

 

O que dizia o bilhete? Era mais ou menos o seguinte: “Mãe, você me deve: por levar recados: 3 reais; por pegar o lixo e colocá-lo na rua, 2 reais; por ajudar a varrer a casa e pegar as coisas jogadas na sala, 2 reais; por alguns serviços extras, 1 real. TOTAL: 8 reais!”. Depois de ler o bilhete a mãe em silêncio o guardou.

 

O menino foi para a escola e quando voltou encontrou embaixo do seu prato um bilhete e 8 reais. Muito contente, planejava o que faria com o dinheiro pago pela mãe. Então, leu o bilhete da mãe: “Querido filho, também tenho uma conta para você. Por te amar muito, você me deve: nada! Por cuidar de você quando está doente, nada! Pelas roupas e brinquedos, nada! Pelos calçados, pelo quarto que você dorme, nada! Pela refeição e pelas noites de sono que perdi por que você tinha medo de ficar sozinho, nada! TOTAL: nada!

 

O menino depois de ler o bilhete, sem palavras, o entregou para a sua mãe. Também lhe entregou o dinheiro e pediu perdão. Passado o fato, nunca mais fez as coisas pensando em quanto iria ganhar com tal ação. Tornou-se um verdadeiro aprendiz da gratuidade.

 

 

>>> Todos somos filhos, com ou sem mãe por perto, presente ou viva. Eleve a Deus uma prece pela mãe. O Senhor abençoe as nossas famílias, especialmente agora, a nossa mãe. Amém!

 
 

vivências...

ETERNIZAR-SE OU AFUNDAR-SE

 

Um monge estava lavando pratos. O anjo aparece sorrindo e lhe diz: “Estou chamando-o para a eternidade. Chegou a hora”. O monge se explicou e pediu que esperasse um pouco porque tinha que acabar de lavar os pratos, senão teria que deixar o trabalho para os outros e estaria faltando para com a caridade. E o anjo foi embora.

 

E o monge estava cuidando do jardim. Plantando flores e limpando as pestes. E o anjo lhe aparece sorrindo e o convida: “Chegou seu momento de partir para a eternidade”. E o monge se explicou dizendo: “Tudo bem, mas espere um pouco, senão tenho que deixar este trabalho para meus frades e eles estão ocupados com seu trabalho”. E o anjo foi embora.

 

E o monge estava cuidando de um doente. Passaram-se anos, o monge nem lembrava mais do anjo, e um dia novamente lhe aparece o anjo sorridente, convidando para a eternidade. E o monge falou: “Espere um pouco, estou cuidando deste doente, e no momento todos os meus companheiros estão ocupados e não posso abandonar este velhinho enfermo”. E o anjo sorrindo foi embora.

 

E o monge estava velhinho e doente. E assim doente lembrou-se do anjo e pensou: “Por que este anjo amigo não vem agora que nada mais posso fazer? Agora sim posso partir para a eternidade”. Neste momento lhe aparece o anjo sorrindo e dizendo: Meu monge, você não precisa mais pedir para entrar na eternidade. Desde a primeira vez que o visitei, você está na eternidade, porque tudo você fez com amor e por amor aos irmãos. Cada vez que você amou seu irmão estava se eternizando”.

 

Quem ama se eterniza. Quem vive voltado para o bem do outro, para a caridade, para a solidariedade, para o serviço já está se eternizando.

 
 

parábolas da vida

 

O ÚNICO SERMÃO

 

Há muitos anos um frade foi a uma igreja e fez o seu primeiro sermão. Repetiu-o na segunda semana. Continuou na terceira semana sem mudar uma palavra. A comunidade dos fiéis começou a não gostar. Toda pregação é enjoada por si só, mas aquele homem estava exagerando: repetia sempre as mesmas coisas, palavra por palavra.

 

Depois do quinto sermão igual aos outros, os fiéis escolheram um representante para ir ter com o frade e protestar:

– O que está acontecendo? –questionou o devoto– O senhor tem só um sermão para pregar?

– Não –respondeu o frade– tenho muitos outros.

– Então, por que está nos cansando sempre com a mesma pregação?

 

O frade pensou um instante, depois disse: – Vocês não fizeram nada. Se não começarem a agir conforme ao meu primeiro sermão, não posso passar ao segundo. Por cinco vezes repeti a mesma coisa e não fizeram nada. Se continuar assim, não vou mudar para o segundo sermão.

 

Aos poucos, a comunidade dos fiéis começou a desertar a igreja. No entanto o frade estava sempre lá repetindo a sua homilia também quando não tinha mais ninguém a escutá-lo. A comunidade decidiu passar longe da igreja, mas as palavras do frade ressoavam, muitas vezes, fora das paredes. Parecia uma obsessão. Uma desgraça. O frade, vez por outra, parava um fiel na rua e perguntava: – O senhor já fez alguma coisa a respeito do meu primeiro sermão?

 

Foram obrigados a amordaçá-lo e a retirá-lo da cidade. Mas era tarde demais. No segredo dos seus corações, estavam brotando as sementes do primeiro sermão. Quando este deu os seus primeiros frutos, porém, o santo frade já estava muito longe.

 
 

GENEROSIDADE E ALEGRIA

 

O vinho daquela região era famoso. Todos os anos ocorria uma grande festa, durante a qual era possível saborear à vontade a bebida. A fartura vinha de um gigantesco tonel colocado na praça da cidade, do qual era possível tirar o vinho. Cada produtor despejava no tonel uma ou mais garrafas da produção das suas terras. Depois todos bebiam.

 

Chegado o dia da cerimônia, o “seu” Matias pensou que se ele despejasse uma garrafa de água no tonel ninguém iria descobrir com tanto vinho que lá era jogado. Não queria dar de graça aos outros algo que tinha custado tanto do seu suor. Assim fez. Entrou na fila dos produtores e no meio dos aplausos derramou água.

 

Conta a história que quando abriram a torneira do tonel da praça para iniciar a festa dele saiu água, somente água. Nada de vinho.

 

Evidentemente nunca será possível saber se naquele ano todos os produtores tiveram a mesma idéia do “seu” Matias e despejaram água no tonel, ou se aconteceu algum fato extraordinário. Se a água, isto é, o egoísmo do “seu” Matias, transformou o resto do vinho em água também.

 

O Festival do Vinho acabou em nada. A generosidade muda tudo em alegria, o egoísmo muda tudo em tristeza. Em tudo quanto você fizer, que tal fazê-lo com generosidade e alegria?

 

Palavra de Deus: “Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama quem dá com alegria” (2 Cor 9,7).

 
 

VOCÊ SABE O QUE SIGNIFICA FAMÍLIA?

 

Tropecei em um estranho que passava e lhe pedi perdão.  Ele respondeu: “desculpe-me, por favor; também não a vi.” Fomos muito educados, seguimos nosso caminho e nos despedimos.

 

Mais tarde, eu estava cozinhando e meu filho estava muito perto de mim. Ao me virar quase esbarro nele. Imediatamente gritei com ele; ele se retirou sentido, sem que eu notasse quão dura que lhe falei.

 

Ao me deitar Deus me disse suavemente: “Você tratou a um estranho de forma cortês, mas destratou o filho que você ama. Vá a cozinha e irá encontrar umas flores no chão, perto da porta.  São as flores que ele cortou e te trouxe: rosa, amarela e azul. Estava calado para te entregar, para fazer uma surpresa e você não viu as lágrimas que chegaram aos seus olhos...”

 

Me senti miserável e comecei a chorar. Suavemente me aproximei de sua cama e lhe disse: “Acorde querido! Acorde! Estas são as flores que você cortou para mim?” Ele sorriu e disse: “Eu as encontrei junto de uma árvore, e as cortei, porque são bonitas como você, em especial a azul.”

 

Filho, sinto muito pelo que disse hoje, não devia gritar com você. Ele respondeu: “está bem mamãe, te amo de todas as formas.” Eu também te amo e adorei as flores, especialmente a azul...

 

Entenda que se você morrer amanhã, em questão de dias a empresa onde você trabalha cobrirá seu lugar. Porém, a Família que deixamos sentirá a perda pelo resto da vida. Pense neles, porque geralmente nos entregamos mais ao trabalho que a nossa Família.

 

Será que não é uma inversão pouco inteligente?

 
 

A FORÇA DAS PALAVRAS

 

Certa vez um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse o sonho.

 

-- Que desgraça, senhor! - exclamou o sábio. Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade! Mas que insolente, gritou o sultão. Como se atreve a dizer tal coisa! E ele chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas. Mandou também que chamassem outro sábio, para interpretar o mesmo sonho. E o outro sábio disse:

 

-- Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!!! O sonho indica que ireis viver mais que todos os vossos parentes! A fisionomia do sultão iluminou-se e ele mandou dar cem moedas ao sábio. Quando este saía do palácio um cortesão perguntou:

 

-- Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega. No entanto ele levou chicotadas e você moedas de ouro!

-- Lembre-se sempre, amigo - respondeu o sábio - tudo depende da maneira de dizer as coisas.

 

E esse é um dos grandes desafios da humanidade. É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra. A verdade sempre deve ser dita, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita é que faz toda a diferença. A verdade deve ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando revolta. Mas se a envolvemos numa delicada embalagem e a oferecermos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

 
 

A ORAÇÃO DO ALFABETO

 

Tarde da noite, um pobre lavrador no caminho de volta do mercado viu-se sem o livro de orações. A roda da carroça se tinha soltado justo no meio da floresta e ele estava aflito porque o dia ia se acabar sem que tivesse feito suas orações. Por isso, esta é a oração que fez: “Fiz uma coisa muito imprudente, Senhor. Esta manhã saí de casa sem o meu livro de orações e minha memória é tal que não consigo dizer uma única oração sem ele. Por isso, eis o que vou fazer; recitarei cinco vezes o alfabeto, bem devagar, e o Senhor, que conhece todas as orações, poderá juntar as letras e formar as orações que não consigo lembrar”. E o Senhor disse a seus anjos: “De todas as orações que ouvi hoje, essa foi, sem dúvida, a melhor, porque veio de um coração simples e sincero”.

 

[Anthony de Mello. O enigma do iluminado. São Paulo, Loyola, 1991, v.1]

 
 

A CALÇA DO SEU JOAQUIM

 

O seu Joaquim era funcionário de um Banco. Certa noite, saindo do trabalho, percebeu que sua calça tinha um buraco. Com medo de não ter uma calça adequada, no dia seguinte, resolveu entrar numa loja e comprar uma calça nova. Como sempre, a calça estava bastante comprida, por ser ele de baixa de estatura. Sobravam sete centímetros. A balconista perguntou se queria que mandasse a roupa para uma costureira ajeitar no tamanho certo. Para isso, porém, deveria esperar até o dia seguinte, porque a loja estava fechando. O seu Joaquim respondeu que tinha três mulheres em casa e que, com certeza, ao menos uma delas podia ajeitar a calça. O homem chegou animado em casa e foi direto com a esposa, mostrou a calça nova e disse que precisava cortá-la uns sete centímetros. Por azar a mulher estava passando roupa e respondeu que estava muito cansada, não tinha certeza de ter tempo e vontade para ajeitar a calça do marido.

 

O seu Joaquim não desanimou, foi atrás da sogra, que também morava com eles. Gentilmente perguntou a ela se podia encurtar, em sete centímetros, a calça nova. A sogra estava assistindo à telenovela e respondeu com mau humor que deixasse a calça sobre o sofá, mas não garantia se ia costurá-la, ou não, naquela noite. Enfim o seu Joaquim foi atrás da filha pedindo o mesmo favor. Esta respondeu não ter tempo porque no dia seguinte tinha uma prova na universidade. O seu Joaquim, meio triste, foi dormir sem saber o que podia acontecer com a sua calça nova. Mais tarde a mulher dele percebeu que tinha sido grossa com o marido. Pegou a calça nova e cortou sete centímetros das pernas. A sogra, quando desligou a televisão, decidiu que afinal o genro não era tão mal e que precisava ser ajudado. Também cortou a calça. Por fim a filha, arrependida, achou por bem fazer uma boa ação e cortar a bendita calça do pai. Podemos imaginar o resultado de tanto serviço e o seu Joaquim foi trabalhar com a calça velha.

 

As três mulheres pensaram em ajudar, mas o resultado foi um desastre. O bem deve ser bem feito, de outra forma pode não ser tão bom como desejávamos.

 

Vale a pena refletir sempre sobre o mandamento de Jesus: “Amai-vos uns aos outros”. Não é um amor qualquer, não é uma simples boa ação, é muito mais: é um estilo de vida, o seguimento de um exemplo, e o testemunho que somos discípulos do verdadeiro Mestre.

*

[essa fábula foi contada por dom Pedro José Conti, em artigo divulgado pela CNBB --- saber fazer bem feita a caridade é uma arte; na ânsia das realizações podemos atropelar tempos e momentos e sufocar quem devia se sentir "aliviado" pela nossa tarefa fruto de amor.]

 
 

GENEROSIDADE E ALEGRIA

 

O vinho daquela região era famoso.

 

Todos os anos ocorria uma grande festa, durante a qual era possível saborear a vontade a bebida. A fartura vinha de um gigantesco tonel colocado na praça da cidade, do qual era possível tirar o vinho. Cada produtor despejava no tonel uma ou mais garrafas da produção das suas terras. Depois todos bebiam.

 

Chegado o dia da cerimônia, o seu Matias pensou que se ele despejasse uma garrafa de água no tonel, ninguém iria descobrir, com tanto vinho que lá era jogado. Não queria dar de graça aos outros algo que tinha custado tanto do seu suor. Assim fez. Entrou na fila dos produtores e no meio dos aplausos derramou água.

 

Conta a história que quando abriram a torneira do tonel da praça, para iniciar a festa, dele saiu água, somente água. Nada de vinho.

 

Evidentemente nunca será possível saber se, naquele ano, todos os produtores tiveram a mesma idéia do seu Matias e despejaram água no tonel, ou se aconteceu algum fato extraordinário. Se a água, isto é, o egoísmo do seu Matias, transformou o resto do vinho em água também.

 

O Festival do Vinho acabou em nada. A generosidade muda tudo em alegria, o egoísmo muda tudo em tristeza.

 
 

O Quarto Rei Mago

 

“Tudo o que fizestes a um destes pequeninos, foi a mim que o fizestes” Mt 25,40

 

Era uma vez... o quarto rei mago, que também viu a estrela brilhar sobre Belém. Mas sempre chegava atrasado aos lugares onde Jesus poderia estar, porque os pobres miseráveis viviam pedindo sua ajuda.

Depois de trinta anos seguindo os passos de Jesus pelo Egito, Galiléia, Betânia, o rei mago chega a Jerusalém; é tarde demais, o menino já se transformara em homem e estava sendo crucificado naquele dia.

O rei havia comprado pérolas para Cristo, mas precisou vender quase todas para ajudar as pessoas que encontrou em seu caminho.

Sobrou apenas uma pérola, e o Salvador já estava morto.

Falhei na missão da minha vida , pensa o rei mago.

Neste momento, escuta uma voz:

- Ao contrário do que pensas, tu me encontrastes durante toda a tua vida.

Eu estava nu, e me vestistes.

Eu tive fome, e me deste de comer.

Eu estava preso, e me visitastes.

Eu estava em todos os pobres do teu caminho.

Muito obrigado por tantos presente de amor.

 

Reflexão. Que neste Natal e em todos os dias do Ano Novo consigamos descobrir em nós o quarto rei mago, o verdadeiro espírito da SOLIDARIEDADE. Feliz e abençoado natal para todos.

Pense nisso.

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